Nos últimos anos, a indústria automotiva evoluiu muito em diversos quesitos. Mas um dos aspectos que mais chamam a atenção é a segurança do carro. Seja para evitar furtos, prevenir problemas ou mesmo amenizar os efeitos de um acidente, inúmeros dispositivos foram criados e estão disponíveis desde os modelos de entrada.

Conheça agora 7 dos principais itens que aumentam a segurança do carro e trazem tranquilidade para você, seus amigos e familiares.

1. Airbags

O airbag é uma bolsa inflável que fica armazenada em locais estratégicos para amenizar o impacto de acidentes. O que antes era um acessório reservado somente a veículos mais luxuosos, hoje se tornou um item indispensável.

É tão importante que, no Brasil, desde o dia primeiro de janeiro de 2014, todos os veículos fabricados no país devem conter o airbag duplo, que é a instalação tanto para o motorista quanto para o passageiro.

Quando há uma batida ou desaceleração brusca do carro, o airbag se enche de gás em milésimos de segundo e protege, principalmente, as partes superiores do corpo humano.

Confira na imagem do portal Super Interessante como funciona o processo de ativação do airbag:

como funciona o airbag

Imagem: Portal Super Interessante – https://super.abril.com.br/tecnologia/como-funciona-o-airbag

  1. Quando o carro desacelera de forma brusca, o dispositivo aciona o airbag. Nesse momento, um sensor elétrico é enviado ao gerador de gás.
  2. Substâncias, como os nitratos de amônia e guanidina, explodem na hora, consequência do ignitor que funciona como uma espécie de “espoleta”.
  3. Essa reação química gera uma quantidade de nitrogênio que enche a bolsa, que possui de 60 a 90 litros, em até incríveis 30 milésimos de segundo ou 300 km/h.
  4. Com isso, a capa se abre em diversas partes. Com 2 a 3 mm de espessura e pequenos sulcos de 0,5 cm, a capa é confeccionada de plástico especial de forma que o material se rompa nos devidos locais e em segurança para o(s) passageiro(s).
  5. O airbag começa a esvaziar para receber o impacto do corpo. Caso contrário, o choque contra um airbag em inflação seria bastante grave.

Alguns veículos contam também com o equipamento nas colunas laterais, o que aumenta ainda mais a segurança e reduz as possibilidades de alto impacto do corpo com o carro.

E não poderíamos falar de redução de impactos sem falarmos dos freios, não é mesmo?

2. Freios ABS

Os freios ABS (sigla para Anti-lock Braking System) surgiram no Brasil no início da década de 90. O equipamento funciona por meio de sensores especiais que impedem que as rodas travem quando você freia de forma mais aguda – aquele reflexo natural de pisar no freio com muita ênfase para evitar um acidente.

Ao impedir o travamento das rodas, o mecanismo também evita que o carro derrape e saia do controle. O freio ABS ainda pode contar com dois sistemas de assistência:

EBD: sigla para Electronic Brakeforce Distribution, ou, sistema de distribuição eletrônica de frenagem. Esse processo distribui o freio entre os eixos da frente (70%) e de trás (30%).

BAS: significa Brake Assist System, ou, simplesmente, assistente de freio. Esse mecanismo atua especialmente em situações críticas e de alto risco com o objetivo de fazer com que o carro pare com o menor deslocamento e em menor tempo possível.

Além de fazer com que o carro pare mais rápido, o ABS permite que o motorista mude a trajetória enquanto pressiona o pedal, diferentemente dos freios tradicionais como à disco ou tambor. É muito útil também em situações de emergência, especialmente se a pista estiver molhada.

Assim como o airbag, o ABS deve vir de fábrica em todos os carros fabricados no Brasil desde de janeiro de 2014.

Freio ABS

 

3. Isofix

Todo mundo sabe da importância da cadeirinha para o transporte de crianças. Mas a forma de prendê-la no banco traseiro pode se tornar um grande desafio.

O termo Isofix pode ser traduzido como Padronização Internacional de Organização de Fixação. Criado em 1997 pela Volkswagen, essa tecnologia padroniza a forma de fixação das cadeirinhas no banco, transmitindo mais firmeza e segurança.

A estrutura tem dois pontos de fixação na base da cadeirinha que se encaixam a dois pontos no veículo, entre o assento e o encosto do banco traseiro. Além desses pontos de apoio, existe também um terceiro ponto no carro que se conecta por um gancho da própria cadeirinha, evitando que o dispositivo se movimente. Você pode encontrar esse terceiro ponto na traseira do encosto ou na lateral do carro – no mesmo lugar onde você encontra os cintos de segurança.

O acessório reduz o deslocamento do pescoço, ombros e coluna, uma vez que tanto a cadeira quanto a criança transportada ficam mais fixas no banco do carro, reduzindo o risco de lesão grave em caso de acidentes ou freadas e curvas bruscas.

cadeirinha com isofix

Em comparação com o método fixado apenas com os cintos de segurança, um estudo feito na Europa mostra que quando as cadeirinhas são fixadas com ISOFIX, 96% das vezes ficam corretamente encaixadas. Já quando são presas somente com o cinto de segurança, apenas 30% das vezes elas são fixadas corretamente.

Na hora de comprar a cadeirinha para o bebê ou criança, você pode encontrar alguns modelos que já disponibilizam o equipamento de série, acoplado à própria cadeirinha com Isofix.

Assim, você garante a segurança e conforto da sua filha ou filho em todos os passeios de carro. :-)

4. Câmeras de ré

Muitas pessoas associam as câmeras de ré somente ao conforto e à comodidade. De fato, com esse equipamento, fazer manobras se torna uma atividade muito mais tranquila e fácil.

Além de facilitar muito a vida de quem não é expert em balizas, também é uma importante aliada na segurança, já que não são raros os atropelamentos em situações nas quais o motorista tem uma visão limitada da parte traseira do veículo, conhecidos como ponto cego.

Um erro comum é associar as câmeras de ré a um acessório de luxo para o carro ou até item exclusivo dos carros importados.

Graças ao avanço da tecnologia e aos esforços do mercado chinês para reduzir o custo de produção desse acessório (e vários outros).

5. Alarme sonoro

Tudo bem, a gente sabe que os alarmes não são exatamente uma novidade, não é mesmo? O que é novo são as possibilidades oferecidas pelos equipamentos atuais.

No início, o alarme era apenas um sinal sonoro que, ligado à buzina, era acionado com um simples balançar da carroceria ou com uma tentativa de abertura forçada da porta.

Hoje em dia, os alarmes podem ser acionados a distância e têm uma cartela de possibilidades bem ampla. Esses são alguns dos tipos disponíveis no mercado:

  • Acionamento do sistema: acionado pelo controle remoto por meio de ondas de rádio, é bem comum no mercado;
  • Sensor de movimento: através de um acelerômetro, o alarme pode detectar furto ou roubo mesmo sem violação dos vidros ou portas, como em um roubo com reboque, por exemplo;
  • Volumétrico: é composto por um sensor ultrasônico que emite ondas dentro do carro e, caso o carro tenha as janelas quebradas, por exemplo, ocorre uma alteração no padrão recebido, disparando o alarme;
  • Perimétrico: é um dos mais comuns em carros novos, e é ativado com a abertura forçada ou indevida de portas. Apesar de popular, é comum relatarem roubos de estepe sem a ativação desse alarme.

6. Brake light – terceira luz de freio

Ao longo dos anos, a sinalização dos carros evoluiu bastante. A brake light é um dos símbolos dessa evolução.

Diferentemente das luzes tradicionais de freio, a brake light é também conhecida como a terceira luz de freio, aquela que normalmente fica no painel traseiro do carro, no meio da parte superior ou inferior.

brake light

Instalado no vidro traseiro, o equipamento torna seu carro mais visível a qualquer hora do dia, permitindo que motoristas que venham atrás possam antecipar suas manobras e evitar batidas, em caso de freadas bruscas.

A brake light, além de ter a eficácia comprovada na maioria dos países onde foi implementada, é item obrigatório de fábrica no Brasil, em todos os veículos, desde janeiro de 2009.

7. Rastreador veicular

Além das opções que já vimos, é fundamental também refletir sobre a segurança do seu carro contra furto e roubo. E uma excelente maneira de proteger você e os passageiros, além do seu possante, é por meio de um rastreador veicular.

Se você não sabe o que é e nem como funciona essa tecnologia, deixa que a gente te explica: baseados na geolocalização, os rastreadores veiculares têm como principal objetivo determinar o posicionamento do automóvel com precisão e em tempo real, ele estando parado ou em movimento.

Um pequeno dispositivo, que pode funcionar por meio de radiofrequência ou GPS, é instalado no seu carro e se torna responsável por emitir sinais que permitem acompanhar a posição do carro até mesmo em locais cobertos ou fechados.

De acordo com o 10o Anuário Brasileiro da Segurança Pública, somente entre 2014 e 2015, mais de um milhão de veículos foram furtados ou roubados em todo o país. Esses dados impressionantes são o bastante para fazer a gente refletir sobre algumas formas de tornar nossa rotina no trânsito mais segura e tranquila, não é mesmo?

Pensando nisso, separamos algumas das principais vantagens do rastreador veicular para você entender melhor:

  • O valor do seguro para quem tem o rastreador instalado em seu carro é mais barato;
  • Maior chance de recuperação em caso de furto ou roubo;
  • Monitoramento 24 horas por dia, 7 dias por semana;
  • Acesso à localização do carro pelo celular;
  • Diversas informações, como: histórico de localização, consumo de gasolina, velocidade em determinado trecho, alerta de movimento, entre outros.

E aí, viu quantas opções você tem para ajudar na segurança do carro e dos passageiros? Pensou em outro item fundamental ou que te ajuda bastante no dia a dia? Compartilhe com a gente nos comentários ;-)

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